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  • Felipe Sales

Um mês sem vencer na Premier League, o que aconteceu com o Liverpool?


FOTO Getty Images

Texto:_salesfelipesf da @lfcbrnews


A última vitória vermelha aconteceu no longínquo 19 de dezembro de 2020, um triunfo avassalador diante o Crystal Palace por 7-0 em pleno Selhurst Park Stadium. Partida marcada por uma atuação super completa da equipe, que soube sofrer em alguns momentos, mas depois deslanchou e deixou os Eagles perdidos. De lá para cá, muitas coisas mudaram, em um mês saímos da liderança isolada da Premier League, para o amargo 4º lugar. Foram 4 jogos, 3 empates e 1 derrota nesse período.


Desde então, sofremos com a queda de rendimento das principais peças e um jogo que não está sendo tão avassalador como sempre foi. Tudo começa pela dupla de zaga, estamos sem Van Dijk e Gomez desde o início da temporada, e a presença de Matip na equipe é cada vez mais rara. Klopp já deu oportunidades aos garotos Phillips e Williams, porém, nenhum deles trouxe tanta confiança ao alemão. Com isso, Jordan Henderson foi deslocado para a defesa e acabamos perdendo a presença do capitão no meio-campo.


No entanto, o desempenho defensivo não tem sido um problema nos últimos jogos, muito pela fácil adaptação de Fabinho na posição e excelentes atuações de Alisson. Foram 2 gols sofridos nos últimos 4 jogos, um deles, uma falha bizarra de Alexander-Arnold que nos custou a derrota diante o Southampton. Apesar do bom desempenho para evitar gols, os nossos defensores não estão conseguindo dar a dinâmica a nossa principal característica ofensiva, a intensidade.


A troca de passes e transição entre defesa, meio-campo e ataque estão cada vez mais lentas e isso acaba facilitando que sistemas defensivos montados no bloco médio ou baixo se ajustem após um momento ofensivo. Nossos laterais não estão apoiando como sempre fizeram e quando chegam no ataque não conseguem se quer acertar os cruzamentos. O meio-campo ganhou a qualidade de Thiago, que pouco funciona quando as outras peças do time não aproveitam a visão de jogo do meia da seleção espanhola. Ele até consegue inversões, passes entrelinhas, mas quem recebe a bola não consegue dar continuidade nos momentos ofensivos.


Nos últimos 4 jogos, finalizamos 62 vezes, 11 delas em direção ao gol e tivemos apenas 8 grandes chances criadas. O Liverpool não balança as redes há 3 partidas na PL, pior sequência sem marcar desde 2005, já são 348 minutos sem o grito de gol. Isso se dá pela queda de rendimento físico e técnico do nosso trio de ataque, pela falta de criatividade do meio-campo e pela insistência de bolas longas diante defesas bem postadas.


É claro que estamos numa temporada de calendário inchado, são diversos jogos e a queda física já era esperada, o nosso modelo de jogo se baseia muito no ápice da forma física e isso tem sido um problema para equipe. Não conseguimos impor o nosso ritmo, as jogadas que sempre funcionaram parecem telegrafadas e até as tentativas de lampejos individuais acabam não tendo efeito quando o nosso adversário consegue se impor defensivamente.


Sem dúvidas precisamos de mais ritmo, maior intensidade e que aquela gana de vencer retorne ao nosso grupo, que ainda tem muito a apresentar nessa temporada.