Buscar
  • Guilherme Ferreira

Um ano da sexta Champions League da nossa história!

Atualizado: 2 de Jun de 2020


Elenco e torcida comemoram a conquista da Champions (Foto: Liverpool FC)

Há exatamente um ano o Liverpool enfrentava e vencia o Tottenham no Wanda Metropolitano. Os gols de Salah e Origi, além de uma atuação esplendorosa do Alisson, garantiram o placar de dois a zero e, consequentemente, a sexta Champions League dos Reds.


O último título de peso do Liverpool havia sido conquistado na noite que ficou conhecida como milagre de Istambul, lá no longínquo 2005. Então já dá pra ter noção da pressão, né?

Mas a importância e pressão pela conquista da sexta orelhuda ia muito além do fim do jejum de títulos importantes. Seja a nível individual ou coletivo.

Apesar de termos um elenco melhor e mais experiente, o medo de perder pros Spurs era unânime. E não era mero respeito pelo adversário ou pela imprevisibilidade do futebol. Imagina perder depois daquela virada maravilhosa pra cima do Barça? E mais, depois de termos deixado clubes como PSG, Napoli, Porto e Bayern pelo meio do caminho?


E o histórico recente não ajudava. Na edição anterior da Champions encantamos o mundo e fomos vice, de maneira melancólica, pro Real. Três anos antes teve o vice pro Sevilla na Europa League após fazer o impossível contra o Borussia.

A dupla Henderson e Klopp não se contém e vai às lágrimas (Foto: Getty Images)

Alguns atletas estiveram em ambas batidas na trave, mas ninguém carregava o peso do mundo nas costas como fizera Klopp e Hendo. O alemão, quando defendia as cores do Borussia, já tinha sido segundo colocado na Champions e começava a desenhar a sina de quase campeão. Enquanto o capitão inglês era até então muito contestado pela ingrata tarefa de substituir Gerrard.

Além disso tudo, na época haviam diversos rumores de que o Zidane estava interessado em Mané. Depois de perder tantos craques não somente pelo elenco aquém da altura deles, mas também pela ausência de títulos, sabíamos que essa conquista não só poderia, como segurou os nossos principais jogadores. 


Felizmente, aqueles 90 minutos permitiram exorcizar antigos demônios. Hoje, um ano após essa conquista, muita coisa mudou e somos Ivan Drago! Rocky Balboa nunca mais.


E que venha a tão sonhada Premier League!