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  • Mauricio Cruz

Ritmo de NBA


Messi chorando após Liverpool 4 - 0 Barcelona na Champions League 18/19 (Foto: Extra.ie)

Que desgosto acompanhar Valencia x Real Madrid pela Supercopa da Espanha nessa semana. Acostumados com nosso Liverpool ligado na tomada e depois de ter tomado uma caixa de Red Bull (opa, coincidência alguns jogadores nossos passarem pela franquia?), é triste ver o futebol da década de 70 praticado pelos espanhóis.


Podem me xingar, mas não é de hoje que o futebol na Espanha é desinteressante, no meu modo de entender. Tirando Messi e CR7, claro. O Tiki Taka bom funciona se tiver um desses caras, como o argentino. E mesmo assim não deixa de ser um tikinho chato. A Espanha campeã mundial de 2010 tocava a bola 1.800 vezes por partida e não finalizava. Troço chatérrimo. 8 gols em 7 jogos. Foram campeões, eu sei, mas praticaram um futebol sofrível e de intensidade zero. Eu não tenho paciência.

Prefiro mil vezes a correria da Premier League. Aquele 4x3 insano entre Liverpool e Manchester City, há dois anos atrás, numa intensidade aloprada, onde o jogo está 1x1, 10 minutos depois fica 4x1 pro nosso Poolzão e mais alguns minutos fica 4x3. Você cansa de olhar os caras correndo feito loucos. Mas não se cansa de ver um futebol nessa vitalidade incomum, nessa velocidade absurda.


Daí, alguém vai falar que os times Ingleses deveriam se sair melhores nas competições europeias, então, como aconteceu temporada passada. Talvez eu tenha a explicação. Como os ingleses tem que se doar muito em suas ligas domésticas, chegam nas fases agudas da Champions, por exemplo, extenuados fisicamente. Além disso, Messi e CR7, de novo, explicam a recente hegemonia dos gigantes espanhóis. E oura. Eu uso o “jogão” entre Valencia x Madrid como exemplo (jogão literalmente, porque parece que o foi um jogããããão que durou umas 6 horas de tão chato), mas serve para a grande maioria dos jogos da aclamada La Liga. Ao passo que as vezes um Leicester e Southampton pode surpreender e te entregar um 9x1 com muita intensidade, talento, pujança física e qualidade tática. Não consigo, juro, parar para ver o Real contra um pequeno no Bernabéu. A inércia dos times me dá sono.


Sem exagero, é como comparar a NBA com qualquer outro torneio de basquete no mundo. O ritmo corrido da Liga de Basquete Norte-Americana é inigualável. Se você assiste o NBB, ou a liga européia de basquete, parece até um outro esporte.


Prefiro a NBA.


Prefiro a Premier League.


Prefiro o Liverpool.


#YNWA