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  • Mauricio Cruz

Renascer

Atualizado: 3 de Mar de 2020


Perdemos. De forma acachapante a derrota nos encontrou. Depois de 44 partidas, numa performance até aqui não menos que brilhante, apareceu, enfim, o primeiro revés. Estávamos flertando com a derrota já há algum tempo. Esse namoro se intensificou depois da malfadada pausa de inverno. Aquele mini break parece que quebrou nosso foco. Apesar do mundo do futebol ter parado na tarde de sábado para lembrar que não somos invencíveis, tudo tem seu lado bom. Até um chocolate de três pro Watford, até então penúltimo colocado da Premier League.


O lado bom disso é que a derrota vai nos por no chão outra vez. Da mesma forma que escrevi um pré jogo achando que os três pontos eram favas contadas, os jogadores, nitidamente, pensavam o mesmo. Time frouxo, desfocado, lento e até preguiçoso. Enquanto Watford jogava a vida e a permanência na primeira divisão da liga de clubes mais disputada e imprevisível do mundo.

Sempre disse que nosso time não tem um só cara que desequilibra. É um conjunto, um todo muito forte, que depende de cada gota de suor de cada um dos 11 que envergam a camisa vermelha mais famosa do Planeta Bola. Mas a fome, o sangue nos olhos, a vibe vencedora sempre foram os maiores trunfos do time de Jurgen Klopp. Não vi essas características em nem um maldito segundo no Vicarage.


Durante os últimos anos, tivemos que ter um brio enorme para nos reerguer das cinzas. Claro, ainda estamos na crista da onda, mas o baque foi duro. Pesado. O que nos obriga, por mais incrível que possa parecer (afinal ainda são trocentos pontos de diferença), a dar a volta por cima e renascer. Outra vez. Como a fênix. Como um liverbird. #YNWA


Vamos com tudo no clássico! (Retranca por Marco Aurélio Júnior)


Coincidência ou não, enfrentaremos justo o Chelsea depois desse baque enorme da derrota contra o vice-lanterna. Desta vez será pela FA Cup, a qual não é nosso foco, mas queremos claramente vencer.


Inclusive, vencer um clássico sempre é importante, pode causar enormes reviravoltas. Vemos isso no mundo inteiro, até porque clássico é clássico e vice-versa. Um clássico muda os ânimos, torna uma temporada catastrófica em uma temporada magnífica apenas pelo psicológico.


Vencer este clássico é obrigação, não importa onde nem como. Stamford Bridge? Já fizemos jogos incríveis lá. É hora de renascer, e vamos renascer. Se perdermos, ok, foco na PL e Champions, se vencermos, excelente, mais uma taça para buscarmos.


Vamos renascer, Liverpool!