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  • Mauricio Cruz

Prefiro Lallana ao Coutinho, e você concordará comigo


Lallana e Coutinho em foto publicada no Instagram do meia scouser

Eu tenho muitos defeitos. Sou teimoso, perfeccionista, chato pra caramba, controlador, mas principalmente sou rancoroso. Pode chamar de mimizento, ou de inflexível. O que seja.


Tudo isso para dizer que vi um vídeo dos melhores momentos de Judas (tá bom, Coutinho, vai) com nossa camisa essa semana. Com tanta conversa em volta do retorno dele a Anfield, compilaram uns minutos de Highlights do nosso ex 10 e jogaram nas redes sociais.


Mamma mia! Como jogava bola o pequeno Couto. Golaços em profusão, uma técnica absurda, dribles desconcertantes. Lembro de um passe milimétrico, em profundidade, que ele deu para Sturridge marcar, naquela célebre goleada sobre o Arsenal na temporada 13/14 (aquela dos dois gols de Skrtel).


Lembro de tantas vezes que ele cortou para a direita e derrubou a coruja do ângulo do goleiro. Muitas das vezes para nos dar os três pontos. É aí que entra meu rancor. Ele virou as costas para a idolatria que tínhamos por ele. Fingiu lesão, forçou saída e mal se despediu. Fez a maior burrada da vida dele e nunca mais se acertou com uma bola no pé, seja no Barça, no Munique ou na Seleção. Era uma das camisas mais vendidas da Europa. Virou uma sombra de Messis, Suarez, Lewas e Gnabrys da vida.

E esse tijolo que tenho no lugar no coração grita que hoje vale mais a pena manter um Lallana dando carrinho no meio de campo do que trazer um ex-gênio da bola. Claro, serei mal entendido, atropelado, mal interpretado e xingado por esse texto. Mas falo de coração. Ou qualquer outra coisa que tenho no lugar dele.


Adam Lallana entendeu como usar suas skills (sim, ele tem algumas) em prol de Klopp. Ajuda na marcação, arma, dribla quando precisa, se doa como atleta. Nosso Judas querido faria isso? Aceitaria ficar no banco numa boa? Ou veria a necessidade de desbancar alguém do trio de meio campistas (porque na frente não tem lugar). Só que para jogar no meio, teria que se reinventar. Quando nos deixou, estava começando a fazer isso.


Não o queria de volta por ainda me sentir traído. Sei do potencial absurdo que ele tem, mas ainda dói. Além disso, essa questão que eu levantei deve ser levada em consideração. Por mais non-sense que seja. Lallana não é, e nunca será, melhor que o pequeno traíra. Mas veste a camisa e arrasta a bunda no chão.


#YNWA