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  • Anderson Zotto

O melhor e o pior time da década do Liverpool FC

Virgil Van Dijk recebeu overall mais alto no game FIFA neste último ano da década (Foto: liverpoolfc.com)

A década de 2010 chegou ao fim, e que grande mudança tivemos em Merseyside. Da agonizante era que beirou à falência até a atualidade vitoriosa projetando uma grande década que está para vir. O Liverpool saiu da água para o vinho. E como todos adoram elencar os melhores de cada década, coube a nós, colaboradores do Nunca Caminhará Sozinho, realizar um votação do melhor time do Liverpool no período compreendido entre 1° de janeiro de 2010 e 31 de dezembro de 2019.

Alisson: Não é difícil explicar a preferência pelo goleiro, chegou para repor uma posição carente e empilha prêmios de melhor goleiro por onde passa desde que jogava no Internacional de Porto Alegre e é titular da seleção brasileira desde 2016. Extremamente seguro, com reflexos e posicionamento invejável, Alisson rapidamente virou um xodó de Anfield.


Trent Alexander-Arnold: Surgido das bases de Melwood, Alex-Arnold rapidamente se consolidou como titular absoluto do Liverpool e, aos 21 anos de idade, já figura como um dos melhores laterais do mundo. Além de realizar o lance mais memorável da década, a cobrança surpresa de escanteio que originou o gol de Origi que virou a semifinal da Champions League contra o Barcelona.


Virgil Van Dijk: O atual melhor zagueiro do mundo não poderia ficar de fora. A tranferência mais cara de um zagueiro na época de sua contratação chegou a um Liverpool que sofria com muitos problemas defensivos e consolidou como uma das defesas mais efetivas da Europa com sua presença, além de ter estreado marcando um gol contra o Everton pela FA Cup, já caindo nas graças da torcida.


Daniel Agger: O Viking Dinamarquês foi lembrado com um carinho especial por nós. Sim, Jamie Carragher tem uma história fenomenal e uma gigantesca idolatria em Anfield, mas Agger merece seu espaço aqui. Zagueiro do Liverpool ao lado do próprio Jamie num dos piores períodos do Liverpool, sua raça aliada à imensa técnica garantiam segurança e esperança para nós, torcedores de que dias melhores viriam. Agger infelizmente teve sua carreira abreviada por lesões que o impediram de continuar como jogador, saindo em 2014 de volta à sua terra natal, o jogador encerrou seu ciclo aos 31 anos em 2016 prejudicado pelas mesmas lesões que o atormentaram no fim de sua passagem em Anfield.


Andrew Robertson: Robbo é mais um membro da excepcional defesa atual a figurar nesta lista. O lateral esquerdo foi outro a chegar para assumir uma posição carente e não saiu mais. Robertson chegou por um valor baixo devido ao fato de ter sido rebaixado ao atuar pelo Hull City na temporada 2016/17. Porém, seu vigor físico, excelente capacidade de cruzamento, além de um posicionamento impecável para a marcação colocaram Robbo como um queridinho. Recentemente o lateral também tem provado ter liderança e capacidade de comprar a briga de seus companheiros e do time para si.


Fabinho: O mais recente a ganhar as graças da torcida Red, assumindo a titularidade somente a partir do começo de 2019, Fabinho em apenas um ano provou que merece figurar como um dos melhores Reds de todos os tempos. Sendo titular absoluto e dono de uma marcação animal como volante, posição que aprendeu no Mônaco após ter surgido como lateral. Hoje Fabinho é fundamental para a espinha dorsal de Jurgen Klopp por seu vigor físico absoluto e excelente habilidade de marcação.


Steven Gerrard: Eternizado em Liverpool por seus vários títulos, o capitão, que poderia tranquilamente figurar na seleção dos maiores de toda a história do Liverpool, aparece aqui como um dos maiores líderes de todos. Seus diversos gols, a sempre deliciosa e eterna mania de fazer gols no Everton e no Manchester United, a liderança implacável, o pênalti perdido propositalmente para demitir o horroroso Roy Hogson em 2010 e vários outros episódios que marcam Gerrard como um dos maior maiores de nossa história e o colocam como um dos melhores da década.


Phillipe Coutinho: Compreendemos, ele é odiado por ter feito novela para sair do Liverpool rumo ao Barcelona. Mas isto não pode apagar o jogador Phillipe Coutinho. Chegou como uma aposta barata na época e impressionou muito pela sua estridente habilidade naquela época que nada parecia dar certo em Anfield. O jogador colecionou muitos gols e excelente lances. Não conquistou nenhum título porém não deixou de desfilar belas partidas enquanto vestia a camisa do Liverpool.


Mohamed Salah: Talvez não necessite de muita explicação. Salah chegou extremamente criticado mesmo após excelentes temporadas na Roma por seu fracasso na passagem pelo Chelsea. Porém, Salah se provou avassalador logo em sua primeira temporada, quebrando o recorde de gols da Premier League com 20 clubes, ao marcar 32 em uma única temporada, e ser eleito o melhor jogador pela PFA. Na temporada seguinte, chamado de “one season wonder” Salah terminou o ano novamente como artilheiro da Premier League ao marcar 22 gols no ano. O homem é brabo.


Sadio Mané: Mané começou bem mais discreto no que se diz a marcar gols em comparação à Salah, porém desde o primeiro minuto com a camisa do Liverpool, ele provou ser um craque de nível mundial. O jogador colecionou mais assistências que gols, porém se provou uma peça fundamental do elenco e por vezes, um jogador de gols decisivos.


Luís Suárez: Outro que jogou em períodos de vacas magras, porém encantou enquanto foi um Red. Luís Suárez foi uma apresentação secundária diante da contratação de Andy Carroll, porém nem preciso dizer qual foi o melhor investimento. Na temporada de 2013/14, Luís Suárez foi dono de uma artilharia tão prolífica que por muito pouco não nos carregou a um título quase acidental da Premier League com um elenco debilitado.


Mas como nem tudo foram flores nessa caminhada, nos coube também a votação de pior time da década, também. E bom, numa década de tantos baixos como foi o início desta, não foi difícil.

Brad Jones: Um dos maiores mãos de pão da história de Anfield. Brad Jones por um período de má fase de Mignolet foi promovido a titular por Brendan Rodgers, e conseguiu sequer fazer um jogo bom enquanto goleiro do Liverpool. O páreo foi duro, mas ter virado titular sem mérito nenhum, o põe como o pior goleiro desta década.

Javier Manquillo: Péssima agilidade, fraquíssima marcação e extrema dificuldade de dominar uma bola colocam Manquillo com folga nessa posição. Um dos piores laterais que já ousaram jogar futebol.

Sotiros Kyrgiakos: O símbolo da péssima fase que o Liverpool vivia no começo dessa década, Kyrgiakos não tinha nenhuma intimidade com a pelota e era a via de acesso mais fácil ao gol dos Reds. O grego foi contratado por ter moral em seu próprio país de origem e somente lá. Sebastian Coates: Vindo direto da base do Nacional do Uruguai, Coates era uma aposta, que se provou totalmente errada. Mesmo com o passar dos anos, nunca atingiu um nível mínimo necessário para se justificar um jogador do Liverpool nem nos piores momentos do clube. Porém façamos justiça, que seu gol de voleio contra o QPR foi uma das coisas mais lindas que já vimos. Mas quem dera sua passagem fosse somente essa.

Aly Cissokho: No ano que o Liverpool retomava seu cenário de protagonista com Luís Suárez, ainda acumulávamos péssimas constratações. E no momento de necessidade de um lateral esquerdo, Aly Cissokho figurava com um bom lateral atuando pelo Valêncial. Porém bastou alguns jogos para a esperança ser esvaída em críticas e ele terminar no banco de reservas e negociado com o Aston Villa na mesma temporada.

Christian Poulsen: Poulsen era titular absoluto da Juventus no período pós retorno à Série A. Indicado de Roy Hogson, Poulsen veio com status de craque e titularíssimo após a saída de Mascherano para o Barcelona. Porém, em sua única temporada, o jogador praticou um futebol irreconhecível, que o levou a ser vendido ao atualmente refundado Evian Thonon numa queda absurda em sua carreira.

Joe Cole: Joe Cole foi outro trazido com status de craque após 7 anos pelo Chelsea e excelentes atuações pela seleção inglesa. Porém em seus 3 anos atuando pelo Liverpool, Joe Cole colecionou apenas 42 jogos e passagens de baixíssimo nível para o que foi apresentado atuando pelo Chelsea. Uma das maiores decepções da história do Liverpool.

Alberto Aquilani: Aqui vemos um exemplar do jogador europeu com bom empresário. Aquilani nunca jogou bem em lugar nenhum na carreira, e nem por isso deixou de colecionar passagens em gigantes do futebol mundial. Foi contratado após uma suposta especulação do Real Madrid, que na época buscava um meia e levou Xabi Alonso dos Reds. Passagem esquecível e figura lamentável. Rickie Lambert: Na febre de importar destaques do Southampton que tomou o Liverpool a partir da segunda metade da década, Rickie Lambert foi incluído no balaio após terminar o ano como artilheiro no litoral sul da Inglaterra. Lambert não desfrutava de técnica exuberante e sua contratação foi confusa, apesar de barata, meros 4 milhões de Libras. Porém, o jogador era apenas um estranho no ninho, e em 30 jogos marcou apenas 3 gols e nunca apresentou um nível para ser jogador do Liverpool. David N’Gog: Presença constante na seleção francesa de base, o jogador foi trazido como aposta de Rafa Benítez ainda em 2008. Na temporada de 2010/11 virou a principal aposto do péssimo Roy Hogson para titular e foi um fracasso retumbante. O jogador foi dispensado ao final da temporada.

Andy Carroll: Eleito a pior contratação da década na Inglaterra por 11 em cada 10 jornalistas, Andy Carroll fez por onde para se tornar uma referência em péssimo investimento. Custando 35 milhões de Libras e tendo 21 anos de idade, o jogador foi apresentado ao lado de Luís Suárez, sendo ele mesmo a própria estrela da apresentação. Porém Carroll simbolizou uma das piores fases do Liverpool ao apresentar um péssimo futebol, com pouquíssimos gols e uma carreira posterior tão péssima quanto à sua passagem em Anfield. O Liverpool já jogou muito dinheiro fora.

E aí torcedor? Concorda? Discorda? Sentiu falta de alguém? Comente e nos conte sua opinião. #YNWA