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  • Anderson Zotto

Werner? Que nada, o nome da vez é outro: Marcel Sabitzer

Nas últimas semanas, fomos povoados com a informação da provável vinda de Werner para o Reds em julho. Os motivos eram diversos: Desde o estilo do jogador encaixar perfeitamente na proposta do Big Boss, passando pela necessidade de um centroavante de ofício de alto nível (foi mal Origol, tem meu apreço, mas você apenas tem estrela e Firmito é nosso falso 9) até o fato de o RB Leipzig ser a nossa nova categoria de base, trocadilhos à parte (foi mal Southampton).

Mesmo aparentando ter sido criado por Michael Edwards e Jurgen Klopp desde que nasceu, a hora de Werner desembarcar em Anfield Road não é agora. A honra caiu nos ombros de outro craque da Saxônia, mas nascido na terra de Arnold Schwarzenegger. Estou falando do austríaco Marcel Sabitzer.

O jogador não frequenta as capas dos jornais alemães, mas sem ele, é provável que o senhor Werner não estivesse as estampando, ou que o sueco Forsberg estivesse sobrecarregado.

Sabitzer começou sua carreira no pequenino FC Admira atuando como meia de criação, seu sucesso o transferiu para o Rapid Wien, time da capital do Schinitzel que até hoje reclama contra Milão o direito de nascença da famosa carne empanada com farinha de trigo. Em 2014 foi contratado pelo gigantesco conglomerado de energéticos, que reconheceu seu talento desde cedo. Foi emprestado no mesmo ano para o clube-irmão Red Bull (este sim) Salzburgo. Após um desempenho excelente, com 27 gols marcados em 51 jogos na temporada, no rei da Áustria, Sabitzer ganhou sua oportunidade em solo alemão pela 2. Bundesliga.

Na Alemanha, o austríaco foi deslocado para atuar um pouco mais à frente da sua posição de costume, de maneira similar à qual Firmino jogava no Hoffenheim. Mas sua velocidade e versatilidade constantemente o faziam aparecer como um jogador de lado de campo, pela direita.

Na temporada de 2015/16, Sabitzer marcou 8 gols em 32 jogos, contribuindo muito mais como peça tática do Leipzig que sendo o prolífico artilheiro que se apresentou em sua terra natal. Já na temporada seguinte, Sabitzer impressionou por repetir o mesmo desempenho na divisão principal da Alemanha mesmo atuando como meia-direita. Ele voltou a marcar 8 gols em 32 partidas, além de ter feito 1 gol pela Copa da Alemanha, na partida em que o RB Leipzig foi eliminado pelo Dynamo Dresden nos pênaltis.

O deslocamento recente para o lado direito se deve a dois fatores: As chegadas de Timo Werner e Emil Forsberg. Consequentemente, o incremento destes dois excelentes jogadores acabou por tirar o brilho de cima do versátil Sabitzer.

Mas mesmo sem holofotes, o trabalho tático e técnico de Sabitzer é o suficiente para auxiliar a consagração de seus populares companheiros de equipe. E nesta temporada, com o treinador alemão Julian Nagelsmann, o lado artilheiro de Sabitzer voltou a se apresentar para o público saxão.

Sabitzer acumula 12 gols em 27 jogos, sendo o vice-artilheiro da equipe nesta temporada, atrás de Timo Werner. Sendo o mais memorável deles, este pela UEFA Champions League que rodou o mundo:

Mas a principal característica que pode fazer Sabitzer aterrissar na terra dos Beatles não são seus números e nem a necessidade de um fator novo, mas sim a incerteza do futuro de Adam Lallana.

Todos sabemos que Klopp gosta do estilo de Lallana, um jogador com agilidade e técnica que conduz bem a bola pelo meio. Mas convenhamos que Lallana não apresenta estas características em campo com constância há algum tempo, e sua intensidade é muito fraca comparada à aplicada pelos demais jogadores centrais.

Sabitzer ainda alia estas qualidades com a intensidade requerida no Liverpool, seu voluntarismo é comparável ao de Ox-Chamberlain, vulgo Xambão, na recomposição e na capacidade de percorrer os espaços. Inclusive atua constantemente nas mesmas posições de Alex, com o bônus de ser um excelente oportunista ofensivo, conforme o take abaixo.

Vemos neste lance Sabitzer infiltrando pelo meio da defesa do Mainz e se oferecendo como opção de passe. Os defensores que se preocupam com Werner e Poulsen, esquecem do austríaco, que está livre para abrir o placar.

Já neste lance, Sabitzer conduz a bola de trás e tabela com Werner, abrindo espaços na defesa adversário para infiltrar e sair de frente com o goleiro do Wolfsburg, uma jogada semelhante a que Mané e Salah conduzem com Firmino, o transformando num pivô imprevisível.

Se você achava que Werner era o cara com o rosto do Liverpool, esqueça tudo o que já pensou. O cara que joga como Klopp quer, atende pelo nome de Sabitzer. E dinheiro não é problema, quando Mike Edwards e Kloppo se unem com um nome em mente, sabemos que o valor gasto valerá a pena.

A informação original foi trazida por

Sam McGuire.