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  • Lucas Bastos Thimoteo

Especialista comenta sobre a nova atacante das Liverpool Women

Texto por @Lucas_Timotheo do Made For LFC Women

Amalie Thestrup na apresentação em Anfield (Foto: liverpoolfc.com)

No último dia 17 de julho, as Liverpool Women anunciaram a chegada da atacante Amalie Thestrup, a terceira contratação da equipe para a temporada 2020/21. A dinamarquesa veio da Itália, onde passou a última temporada defendendo a Roma.


Antes disso ela teve uma passagem de dois anos pelo BSF, da Dinamarca, e teve bastante destaque, marcando 32 gols em 48 jogos.


Por conta de toda essa expectativa que a nossa torcida está depositando na nossa nova artilheira, conversamos com o Henrique Mathias, torcedor da Inter de Milão e especialista em futebol italiano, para entendermos um pouco melhor do que que a Thestrup pode nos entregar.

1) A Amalie veio pra assumir a camisa #9 do time e já chegou como esperança de gols pras Reds. O que a torcida do Liverpool pode esperar da dinamarquesa?


"É uma jogadora com boa finalização e leitura ofensiva, mas não a vejo como uma goleadora. É uma atacante que facilita o jogo de suas companheiras, oferecendo linhas de passe, se movimentando bastante e criando espaço para as demais.


Torcida pode esperar uma jogadora técnica, inteligente e que vai agregar ao coletivo."


2) Como que a Betty Bavagnoli usava ela no esquema tático da Roma Femminile e como você vê a atacante se encaixando na equipe da Jepson? O papel que ela exerce na seleção é o mesmo que ela exercia no time da capital italiana?


"Na Roma ela jogava sempre atrás da atacante mais avançada, dentro do 3-4-2-1 da equipe, sendo responsável por circular pelo campo ofensivo, receber os passes na entrelinha rival e ajudar em todo processo de organização ofensiva. É uma jogadora de muitos toques na bola durante o jogo.


No Liverpool, seja jogando mais avançada ou fechando um dos lados do campo - papel que já fez na seleção - Thestrup deve facilitar muito o jogo da Babajide, que vai encontrar um contexto ideal para atacar os espaços e agredir a última linha rival."


3) Na sua apresentação, a jogadora disse que jogar na Inglaterra era um sonho antigo. Você acredita que essa era realmente a opção o melhor pra ela, depois de passar uma temporada na Itália?


"Apesar de um crescimento muito bacana nesse ultimo ciclo que culminou com a Itália voltando a disputar uma Copa do Mundo, a realidade das competições femininas no país ainda é bastante precária. Campos ruins, muitos jogos da primeira divisão sem transmissões e etc.


Jogar na Inglaterra tende a ser uma experiência única para a atleta, ainda mais em um clube do tamanho do Liverpool."