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  • Marco Rigotti

Até onde vai a sua empatia?

Texto por @RadioLFCBR

Em 2019 o Liverpool teve que jogar com a base contra o Villa (Foto: Andrew Boyers/Action Images via Reuters)

Obviamente que um surto de COVID tem de ser tratado da maneira mais responsável possível por aqueles que estão aptos a cuidar não só dos casos, mas também da disseminação. Porém, com um protocolo forte e muito elogiado até aqui, cabe ao Liverpool tomar parte? Por que essa empatia não foi a que vimos quando estivemos sem jogadores e/ou data para uma partida?


O ano era 2019 e, depois de 7 temporadas, enfim um clube inglês voltava a ser o representante europeu no Mundial de Clubes, que ocorreria no Qatar. Como confusão de calendário não é uma exclusividade do futebol brasileiro, e a FIFA e UEFA não andam sendo melhores amigas, o Liverpool acabou sendo pego no fogo cruzado e teve duas partidas marcadas para dias seguintes em CONTINENTES diferentes!


No dia 17/12 tinha um confronto de Carabao Cup contra o mesmo Aston Villa no Villa Park, e no dia seguinte enfrentaria o Monterrey no Qatar, pelas meias finais da competição global.

O Liverpool pretendia de qualquer forma entrar com um time bastante alternativo, tais como os que tinham eliminado o MK Dons na primeira fase por 2x0, e o que venceu o Arsenal nos pênaltis após um 5x5 daqueles dignos de noites europeias em Anfield.


Para se ter uma ideia das escalações, os grandes destaques desta partida foram os (até então ainda mais) jovens Curtis Jones e Kelleher, além da lenda belga Divock Origi. Mas nem isso seria possível, uma vez que o elenco viajando para o Qatar era grande e acabava por incluir até mesmo os jovens destaques que ganhavam seus minutos nas copas domésticas.


Já o Aston Villa, em circunstâncias normais, também não faria muito esforço para trazer uma classificação naquela altura, uma vez que o clube fazia campanha pífia na liga até o momento, amargando a lanterna do campeonato, situação que só foi mudar completamente na volta da parada da pandemia, quando a equipe de Birmingham teve uma bela arrancada para se manter na elite do futebol inglês. Um time misto era a saída para enfrentar o já enfraquecido Liverpool.


Sem cerimônias, o Villa passou o carro por cima do Liverpool, em um sonoro 5x0, decidido ainda na primeira parte com 4 gols dos donos da casa. Para além de uma boa aparição de Harvey Elliot, talvez (pasmem!) um dos mais experientes em campo, o resultado não foi impactante nem trouxe consequências, uma vez que dia depois o time principal conquistou o mundo ao derrotar o Flamengo na prorrogação.


Mas, nas atuais condições, fica a resposta: não tiveram qualquer tipo de empatia quando a situação se desenhou assim para o Liverpool. Passar o trator num Villa destroçado hoje, seria reparação histórica?