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  • Pedro Henrique

A receita de bolo do vitorioso Liverpool de Jurgen Klopp

Atualizado: 27 de Jan de 2020


Jogadores do Liverpool comemorando um dos gols na vitória sobre o Bournemouth por 3-0 (Foto: liverpoolfc.com)

Atualmente o Liverpool de Klopp é o líder isolado da Premier League e precisa somente de um empate para se classificar para o mata-mata da Champions League. Até aí tudo normal, ainda estamos entrando em dezembro e há de passar muita água ainda debaixo da ponte. Porém, o Liverpool sem dúvida alguma joga o melhor futebol da Europa e isso só acontece por causa do belíssimo trabalho do chucrute alemão.


Mesmo vencendo a Liga dos Campeões na temporada passada, Klopp foi bastante contestado durante o verão por não se movimentar na janela. Apenas Sepp Van den Berg, de 17 anos, foi comprado e lá para o fim da janela. €1,9 milhões foi o valor investido no jogador. Só!


Tá, mas o grande problema do Liverpool não era falta de profundidade de elenco? Para Klopp, não! O treinador confiou em seus jogadores e no trabalho que estava sendo feito e manteve praticamente todo mundo, se agarrando completamente naquela máxima do futebol que diz que o maior reforço de um time vencedor é a manutenção de seu elenco. E assim foi.


Claramente a Premier League sempre foi o maior objetivo do Liverpool, que não vence a liga desde 90, e após bater na trave na temporada passada, o anseio por esse título passou a ser ainda maior.


Pra esse ano muita coisa mudou. Pra começar Klopp foi buscar um psicólogo esportivo, Lee Richardson, para integrar a sua equipe de preparadores e ajudar o time no setor que ele pensava ser o maior adversário, a mente. Também mudou um pouco a forma de jogar do time. Peças antes super utilizadas, começaram a frequentar um pouco mais o banco de reservas. Jogadas ensaiadas começaram a aparecer. O Liverpool deixou de jogar só em prol do trio e passou a funcionar melhor coletivamente. O Liverpool cresceu. Chegou em outro patamar!



Não há como saber se Richardson contribuiu para chegarmos ao estágio que estamos hoje ou se foi alguma outra coisa, mas o Liverpool atual é um time quase que indestrutível. Perdendo, ganhando, tomando pressão ou com o jogo controlado, a impressão que fica é que o time sabe exatamente a hora de vencer o jogo e como fazê-lo. Incrível o poder mental que a equipe de Jurgen Klopp adquiriu.


Fui perguntado no Instagram (segue nós lá!) se Fabinho faria falta nesse mês de dezembro e respondi sem precisar pensar muito. Nesse time atual, não!


Com todo o respeito a Fabinho, que é um jogador fantástico, a forma com que o treinador conhece e tem seu time na palma da mão chega até a impressionar. Jogador nenhum pode ser maior que isso.


O jogo contra o Everton exemplifica muito bem o que foi dito acima. Um time totalmente remexido, mas que jogou um futebol apaixonante. Quem não acompanha o inglesão não acreditaria que aquele time era o mistão do Liverpool. Não com aquele entrosamento. Não com aquela qualidade.


Hoje, sete pontos à frente do segundo colocado Leicester, podemos dizer sem medo de errar que o time de Jurgen Klopp caminha a passos largos para levantar a taça. Vai ganhar? Eu não sei, mas o DNA do elenco já é de campeão.