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  • Mauricio Cruz

A doce vingança do Liverpool na Liga dos Campeões

Pronto. Acabou a acelerada fase de grupos da Champions League 2020/2021, com jogos toda semana, em ritmo corrido para compensar o calendário torto, reflexos da pandemia de Covid-19.


Já disse que essa UCL está sem um time se impondo, sem uma equipe se candidatando ao posto de favorito máximo a conquista. Temos muitos postulantes, mas bem nivelados. Bayern, Chelsea, Paris, Juve, City e até o Real, que passou suando sangue e vê um adversário bastante acessível nas oitavas, graças ao cruzamento e as travas do sorteio a ser realizado na próxima segunda feira, as 14h.

Os 16! Fonte: Champions League (Twitter)
Os 16! FOTO: Champions League/Twitter

E nós?


Nossa única trava é a Atalanta, porque estava no nosso grupo. De resto, pode ser qualquer um.


Atlético de Madrid, Borussia Mönchengladbach, Porto, Sevilla, Lazio, Barcelona ou RB Leipzig.

As travas do sorteio...   Fonte: Twitter
As travas do sorteio... FOTO: Divulgação/Twitter

A escolha óbvia seria o Porto. Nosso freguês de carteirinha, com direito a CPF na nota e tudo. Mas não quero. Como também não quero o Barcelona, porque perdeu a graça e nada do que acontecer será maior do que já aconteceu. O Barça não nos oferece resistência, apesar de ainda terem Messi. A Lazio seria legal pelos ex-Liverpool Pepe Reina e Lucas Leiva. O encontro seria emocionante e talz. Mas também não queria. Os alemães são adversários tinhosos, deram trabalho em seus grupos, o RB inclusive matou o nosso rival Manchester United.


Mas o sentimento de vingança é mais forte e está pulsando no meu peito.


E a espanholada acaba ficando na minha mira. Enfrentar o Sevilla seria ótimo. Esses caras tem levado a melhor contra a gente nos últimos tempos, seria a nossa Kriptonita. Não tenho medo deles. Mas tenho medo do imponderável, do inacreditável, dos fantasmas do futebol. Assim, meu dedo aponta para o Atlético.


Vingança. Pela última derrota realmente dolorida que tivemos (esqueçam os 7x2 do Villa, os 3x0 do Watford). Contra o Atlético, na última noite de Anfield com portões abertos e casa abarrotada, perdemos por falhas consecutivas de Adrian. Temos contas para acertar. Temos e dar o troco enquanto ainda está fresco em nossa memória. Ainda tiraríamos mais um possível contender a levar a orelhuda no final das contas.


O Patético de Madrid talvez seja o time mais forte desses que citei. E eu quero enfrentar eles? Faz sentido? Faz! O cemitério está cheio de valentes, diria um amigo. Mas a vontade de se vingar deles é tão forte quanto o time de Simeone.


De quebra, provocaríamos mais um pouco de sofrimento em Luis Suarez que, no milagre contra o Barcelona, levou uma com meio time nosso e parece que deixou o respeito por nós no seu armário, lá no vestiário.


Quem quer ser campeão não escolhe adversários? Eu escolho provavelmente o mais forte.


Pode vir, Patéticon. Dessa vez será diferente!


#YNWA